‘Para fundar o amor por mim, faço nascer em ti alguém que é para mim.
Não te confessarei o meu sofrimento, porque êle te faria desgostares-te de mim.
Não te farei censuras: elas te irritariam justamente.
Não te direi as razões que tu tens para me amar, porque não as tens.
A razão de amar é o amor.
Também não me mostrarei mais tal como tu me dese-javas.
Porque tu já não desejas êsse.
Senão, ainda me ama-rias.
Mas hei de educar-te para mim.
E, se sou forte, hei de mostrar-te uma paisagem que fará de ti meu amigo’.
- Antoine de Saint-Exupéry - Cidadela -

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