sábado, 27 de fevereiro de 2010



‘Para fundar o amor por mim, faço nascer em ti alguém que é para mim.
Não te confessarei o meu sofrimento, porque êle te faria desgostares-te de mim
Não te farei censuras: elas te irritariam justamente.
Não te direi as razões que tu tens para me amar, porque não as tens
A razão de amar é o amor
Também não me mostrarei mais tal como tu me dese-javas
Porque tu já não desejas êsse. 
Senão, ainda me ama-rias.
Mas hei de educar-te para mim. 
E, se sou forte, hei de mostrar-te uma paisagem que fará de ti meu amigo’.





- Antoine de Saint-Exupéry -  Cidadela -

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