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domingo, 1 de abril de 2012



"Não me dou paz sequer um segundo. Medo imenso de perder as amizades, de apertar demais as palavras e estragar o suco, de ser violento com a respiração e virar asma. Até a minha insegurança é amor. O pente nos meus cabelos é faca enquanto é garfo para os demais. Sofro incompetência natural para medir a linguagem das laranjas, acredito desde pequeno que tudo o que cabe na mão me pertence. Minha lareira não dura uma noite, esqueço da reposição das tachas, do envolvimento da lenha no jornal, de assoprar o fundo. Brigo com o bom senso. Ou sinto calor demais ou sinto frio demais. Uma ânsia de ser feliz maior do que a coordenação dos braços. Um arroubo de abraçar e de se repartir, de se fazer conhecer, que assusta. Parece agressivo, mas é exagerado. Conto tragédias de forma engraçada, falo de coisas engraçadas como uma tragédia. Nunca o riso ou o choro acontece quando quero. Cumprimento como se fosse uma despedida. Desço a escada de casa ao trabalho com resignação, mas subo na volta pulando os degraus. Esse sou eu: que vai pela esperança da volta."

—Fabrício Carpinejar.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

"Um pouco de raiva não me fará mal. Há frutos que apodrecem por excesso de doçura."

  Carpinejar

sexta-feira, 12 de agosto de 2011



"Meu medo se interessa por qualquer ruído. Hoje quero alguém para conversar enquanto dirijo,baixar os faróis em estrada litorânea, enxergar pelas mãos".

- Fabrício Carpinejar.