"Saudades! Sim... talvez... e
porque nao?... Se o nosso sonho foi tao alto e forte. Que bem pensara ve-lo até
a morte. Deslumbrar-me de luz o coraçao! Esquecer! Para que?... ah! como é vao!
Que tudo isso, amor, nos nao importe. Se ele deixou beleza que conforte.
Deve-nos ser sagrado como o pao! Quantas vezes, amor, ja te esqueci, Para mais
doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti! E quem dera que fosse
sempre assim: Quanto menos quisesse recordar. Mais a saudade andasse presa a
mim'!
Florbela Espanca.
sábado, 14 de agosto de 2010
"Eu não sou boanem quero sê-lo, contento-me
em desprezar quase todos, odiar alguns, estimar raros e amar um."
(Florbela Espanca)
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
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'O meu mundo não é como o dos outros,
quero demais, exijo demais,
há em mim uma sede de infinito,
uma angústia constante
que nem eu mesma compreendo,
pois estou longe de ser uma pessimista;
sou antes uma exaltada,
com uma alma intensa,
violenta, atormentada,
uma alma que não se sente bem onde está,
que tem saudade... sei lá de quê!'