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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

"Ora, tristeza, tente ao menos ser mais leve. Quero de volta meus discos de dance music, que você tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que você se instalou aqui. Por favor, não tente entrar em contato comigo com as velhas razões de sempre. Não é a fria lógica dos seus argumentos que irá guiar meu coração daqui por diante. Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar você dentro de mim. Cansei da sua falta de senso de humor, do seu excesso de zelo. Vá resolver suas carências em outro endereço."

— Fernanda Young.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011



“Tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos.”

- Fernanda Young.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011


"Qualquer boa pessoa está pronta para atacar alguém, basta a oportunidade"
Fernanda Young.

sexta-feira, 22 de julho de 2011


Se você vier morar comigo eu te dou os pés de urso. - O que? - Os chinelos de pêlos de pelucia. São seus se você casar comigo. - Eu aceito. Mesmo se não quisesse, aceitaria somente pela beleza do pedido. Mas eu quero. Te amo.

 Fernanda  Young.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

 "Se for essa a sua intenção, porém, mexer com a minha paciência, aviso que anda perdendo sua energia em besteira, pois um mosquito zumbindo em meu ouvido tem um efeito semelhante."
 
- Fernanda Young.

sábado, 9 de julho de 2011

É certo, muito certo, que o ódio não pode existir por onde ele não vagou primeiro. Não nego, não tenho por que negar. Não tenho motivos para esconder-me atrás de sentimentos mal-entendidos, aqueles que se fantasiam de inconsciência para flutuar, durante o sono, pela mente dos tolos. Não nego meu amor. Enorme amor ruim, tão inegável que ainda posso senti-lo. Acho que sinto. Ora talvez pareça que ainda a ame. Mas não, são apenas momentos de onda reverberada. Sensação que foi, bateu na borda e retorna, menor e invertida. Pois basta recorrer às piores lembranças que sei que não sinto mais nada por você. Que te amar foi só uma burrice de minha alma oferecida. Apenas não dá para evitar esses ecos quando se revela algo como o que revelo aqui. Aquilo que pensei tão conclusivamente não é nada além de uma variação do que antes pensara de forma oposta. Pretendo esgotar de vez esse assunto. Pois sigo em busca de um entendimento que me escapa e me deixa confuso.

- Fernanda Young.

terça-feira, 9 de novembro de 2010


'E não me perguntem por que eu chorava, porque é claro que eu chorava por tudo. Por todas as dores do Homem. Num sucumbir de mártir. Poderia, naquelas condições, representar Tiradentes, Jesus, qualquer um que morreu acreditando que valeria a pena. Dar a vida por algo, isso é o amor.'

Fernanda Young. 

terça-feira, 26 de outubro de 2010



“ – Não faça isso. Nunca se machuque. Nunca mais faça isso. Deixe que os outros vão fazer isso por você”.

sábado, 25 de setembro de 2010


"Encaro que a obra não é mais a coisa, é toda a reflexão antes da coisa. Minha cabeça não é fácil e fazer arte foi a maneira que encontrei para sobreviver ao caos do meu mundo interior. Não quero que as pessoas fiquem me azucrinando e agredindo como muitas vezes acontece e eu reajo de forma virulenta. Porque dói."

[Fernanda Young]


sexta-feira, 24 de setembro de 2010


(...)

Eu tenho uma alcachofra mofada no lugar do coração.
-Ah, sim, querida, a vida continua...
Não, não me diga bobagens!
A vida é. E o é se estende somente nesse espaço: agora.

 
In Dores do Amor Romântico - Fernanda Young

terça-feira, 8 de junho de 2010



Oi, eu estou bem aqui na sua frente, mas você insiste em não me ver. Tudo bem, opção sua, cada um enxerga o que quer. O problema é quando você, sem ter idéia de como sou, resolve dar a sua visão sobre mim. Talvez você não se enxergue também, antes de mais nada – e assim me tire por parecida contigo. Errando completamente. Para começar, eu faço questão de ver as pessoas ao meu redor, e isso faz toda a diferença do mundo. Percebo que todos têm algo de especial, estando aí a graça. Percebo belezas que não são minhas, estando aí o prazer.Percebo inclusive você, parado bem na minha frente, desviando seu olhar para lá e para cá, nervoso com a minha presença, estando aí o ridículo.Veja bem, não há o que temer em mim. Não quero nada que seja seu. E não sou nada que você também não seja, pelo menos um pouquinho.Você não precisa gostar de mim para me enxergar, mas precisa me enxergar para não gostar de mim. Ou gostar, e talvez seja exatamente isso que você tema. Embora isso não faça sentido, já que a vida é bela, justamente, quando estamos diante daquilo que gostamos, certo?Não vou dizer que não me irrita essa sua cegueira específica com relação a mim, pois faço de tudo para ser entendida. Por todos. Sempre esforço-me ao máximo para que isso ocorra, aliás; então, a sua total ignorância a meu respeito, após todo esse tempo, nós dois tão perto, mexe, sim, levemente, com a minha paciência.Se for essa a sua intenção, porém, mexer com a minha paciência, aviso que anda perdendo sua energia em besteira, pois um mosquito zumbindo em meu ouvido tem um efeito semelhante. E, se me dou ao trabalho de escrever esta carta para você, é porque sei que você também não será capaz de enxergar o que há nela.Explicando melhor: preferiria que você me esquecesse, mas até para poder esquecer você vai ter que me enxergar. Enquanto não me olhar de frente, ao menos uma vez, ao menos por um segundo, vai continuar assim, para sempre, fugindo sistematicamente da minha imagem – um escravo de mim, em fuga constante, portanto.Pode abrir os olhos, vai ver que não sou um bicho-de-sete-cabeças. Sou bem diferente de você, como já disse, mas isso é ótimo. Sou melhor que você em algumas coisas, pior que você em outras – acontece. No que eu for pior, pode virar para outrolado; no que eu for melhor, cogite me admirar. “Olhos nos olhos, quero ver o que você faz... ”* Sempre quis cantar isso para alguém. “Olhos nos olhos, quero ver o que você diz...”*Pronto, um sonho realizado. Já estou lucrando com a nossa relação, só falta você. Basta ver o que eu posso lhe mostrar e enxergar o que eu posso ser para você.

* Trechos da música OLHOS NOS OLHOS, de Chico Buarque *


Fernanda Young.


terça-feira, 6 de abril de 2010






'Quanto vale a minha vida?  (...) 
 'Já conheço os passos dessa estrada e sei que não vai dar em nada'.'Rigel está de novo em prantos. E ele tem todo o direito de chorar. Ele tem todo o direito do mundo de bater com a cabeça na parede. Quanta do um homem suporta? Quanto um coração agüenta de sofrimento? Dá para morrer de amor? (...) Você sabe o que é perder? Sabe. Não há quem não saiba o que é perder. Depositar tanto sonho em algo. Sonhar é tão trabalhoso. Imaginar um mundo de felicidades sem fim. Lotado de paixão e sensualidade. Passear com seu grande amor. O amor de sua vida para sempre. E esse amor vai ser pra sempre lindo e charmoso. Irá dizer coisas espirituosas para você no balcão de um bar cool. [: E quando chover de repente, e você pensar em correr, o amor de sua vida – que é lindo, culto, corajoso – dirá que quem corre da chuva é rato e que nós somos homens, somos fortes e invencíveis. O amor entupindo as veias de fé e imortalidade. Nós já nos conhecemos desde outra encarnação e vamos nos amar para toda a vida celestial e eterna. Uma eternidade sem fim. Não, não há morte. Ficaremos paras sempre juntos. (...) E não há paisagem que seja mais linda do que o rosto do seu amor. Não há pôr-do-sol que valha desviar seu olhar do dela. Eu te amo. Eu também te amo. Eu te amo mais. Impossível. Eu te amo o mundo. Eu te amo o universo. Te amo tudo aquilo que não conhecemos. E eu te amo antes que tudo o que nós não conhecemos existisse. Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo mais do que a mim. ‘Já conheço os passos dessa estrada’... E, mesmo assim, estarei sempre pronto para esquecer aqueles que me levaram a um abismo. E mais uma vez amarei. E mais uma vez direi que nunca amei tanto em toda a minha vida. Direi. ‘Vou colecionar mais um soneto, outro retrato em branco e preto a maltratar meu coração’. Rigel chora. É um marmanjo chorando sozinho, sem conseguir tomar banho. Não! Preciso reagir. O que eu tenho, afinal? Saudades. Eu tenho saudades.”

Fernanda Young

terça-feira, 9 de março de 2010




  “Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.Costuro as suas meias para o longo inverno…Use capa de chuva, não quero ter você molhado.Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro.E verás como a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando janeiro.Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda – Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas – Depois plantarei para ti margaridas da primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.Os meus desejos irei ver nos teus olhos refletidos.Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.

(Nem vou deixar – mesmo querendo – nenhuma fotografia.
Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia)”
Fernanda Young

domingo, 7 de março de 2010

 


‘Ninguém quer confissões aqui. E nem é, sabe? E nem é importante... Só um pouco... Um pouquinho. Como se ela tomasse um copo de uísque, fumasse um Marlboro e mandasse uns três tomarem no cu. É mais ou menos isso... Isso aqui. Que não pretende ser confissão nem lembrança. Nem emocionante, nem inteligente. Nem valerá a página que será impressa.Quantos dias perdi você olhando para mim dentro do seu corpo. Enfiando-me em ti e tu em mim para revogar a dor de sermos dois. E dois sempre tão longe. Quanto de toda essa soma delirante tornou a perda inexorável? Quero pedir desculpas por ser trovadora’.

Fernanda Young