''Andei pensando coisas. O que é raro, dirão os irônicos. Ou "o que foi?" -
perguntariam os complacentes. Para estes últimos, quem sabe, escrevo. E
repito: andei pensando coisas sobre amor, essa palavra sagrada. O que
mais me deteve, do que pensei, era assim: a perda do amor é igual à
perda da morte. Só que dói mais. Quando morre alguém que você ama, você
se dói inteiro(a)- mas a morte é inevitável, portanto normal. Quando
você perde alguém que você ama, e esse amor - essa pessoa - continua
vivo(a), há então uma morte anormal.''
Caio F. Abreu


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